Entre janeiro e abril de 2026, o Brasil registrou 4,8 milhões de solicitações para a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), número quatro vezes superior ao mesmo período de 2025, quando houve 1,1 milhão de pedidos. Os dados, divulgados pelo Ministério dos Transportes, apontam recorde para o quadrimestre. O crescimento também foi expressivo nos cursos teóricos, que somaram 2,5 milhões, alta de 170% ante 2025, e nos exames práticos, com 1,7 milhão de provas, aumento de 21%. A emissão de CNHs atingiu 858 mil, o segundo melhor resultado desde 1997, atrás apenas de 2014.

A redução de custos e burocracia impulsionou a demanda. Desde dezembro de 2025, o curso teórico obrigatório deixou de ser exigido, gerando economia de R$ 1,84 bilhão. Em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o candidato gastava cerca de R$ 1 mil apenas com aulas teóricas. O aplicativo CNH do Brasil também ganhou novas funcionalidades, como avaliação de instrutores e autoescolas, e credencial digital para instrutores, com integração ao Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach).

Perspectiva de Mercado

O mercado de ações brasileiro pode se beneficiar do aumento na demanda por serviços de autoescolas e instrutores, mas sem impacto direto em empresas listadas. Para o Nasdaq Composite, o índice pode buscar suporte após recentes quedas, mas a volatilidade deve persistir. O ouro tende a se manter como porto seguro diante de incertezas macroeconômicas. O Bitcoin pode enfrentar pressão de realização de lucros, mas a tendência de longo prazo segue positiva.


Fonte: G1 Economia

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