O dólar fechou em alta de 1,15% nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,0665, enquanto o Ibovespa recuou 2,22%, aos 170.331 pontos. A pressão sobre o câmbio e a bolsa veio de dois fatores principais: novas tarifas dos EUA contra o Brasil e o impasse nas negociações entre Washington e Teerã.

Os Estados Unidos propuseram uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, alegando que o Brasil não combate eficazmente a importação de bens produzidos com trabalho forçado. A medida se soma a uma tarifa de 25% anunciada na véspera, podendo elevar a carga total a 37,5% se implementada. O governo brasileiro afirma que já esperava a decisão, mas o mercado reage com incertezas.

No Oriente Médio, sinais mistos sobre as negociações entre EUA e Irã mantêm o petróleo em alta. O Brent subiu 2,03%, a US$ 97,95, e o WTI avançou 2,42%, a US$ 96,03. Apesar de declarações otimistas de Trump, o conselheiro militar iraniano ameaçou novos ataques com mísseis e drones.

Nos mercados globais, Wall Street fechou em queda: Dow Jones caiu 1,21%, S&P 500 perdeu 0,71% e Nasdaq recuou 0,89%. Na Europa, a maioria dos índices caiu, enquanto na Ásia, as bolsas chinesas subiram, mas Hong Kong recuou.

Perspectiva de Mercado

O Nasdaq Composite pode enfrentar pressão adicional devido à aversão ao risco global, com possibilidade de correção técnica. O ouro tende a se valorizar como porto seguro diante das incertezas geopolíticas e tarifárias. O Bitcoin, por sua vez, pode oscilar em linha com o apetite por risco, mas sem tendência clara no curto prazo.


Fonte: G1 Economia

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